quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Meu verdadeiro paraíso

Há quem tenha o privilégio de morar em um verdadeiro paraíso. Um pedacinho do céu na terra. Ou segundo o dicionário: um lugar aprazível. Mas onde seria esse lugar tão belo e excitante, senão, a própria casa? O lugar sagrado que te abriga do sol e da chuva, onde, em família, se toma as refeições diárias, onde ainda, te proporciona um repouso tranquilo. Para quem tem experiência em grandes centros, este paraíso pode ser limitado a um apartamento, um condomínio ou até mesmo uma casa. Da janela, uma infinitude de vistas: o jardim municipal, praça, aeroporto, estações, avenidas, praia, mar, calçadão, orla... Aos ouvidos os sons se misturam entre buzinas, aviões descendo e subindo, trens, músicas, etc! Aos olhos, as cores se misturam as formas, que se juntam as pessoas, que compõem aquele meio. Prédios, arranha céus, condomínios são sinônimos de muitas pessoas ocupando um mesmo espaço, mas que ao mesmo tempo, não se olham, não se falam, não se percebem.
Em contraponto aos grandes centros, há quem vive a experiência de paraíso no interior, seu limite vai além do pomar, perpassa vales e montanhas, rios e cachoeiras, bosques e pântanos. Com moradias variadas, casa suspensa, de tabuas ou pau-a-pique, simples ou bem arquitetadas alvenarias. Da janela, uma infinitude de vistas: jardins e hortas, as diversas criações soltas no pequeno ou grande terreiro, árvores, pedras, pontões, lavouras e plantações... Aos ouvidos os sons se harmonizam desde de o canto do galo, o mugido do boi, o relincho do cavalo, ou ainda aos mais diversos e variados cantos dos pássaros. Aos olhos, as cores se misturam as formas, que marcam detalhadamente as quatro estações do ano. Sítios, roças e fazendas são sinônimos de pequenos aglomerados de pessoas, famílias que aumentam, mas não se distanciam. Cai a tarde e todos em volta da fogueira toca um modão ao som da viola, contam causos e histórias, lendas e sufocos.
Imaginar uma casa no campo, cercada por vales e montanhas, a margem de um grande rio, pode ser considerada uma imagem tanto quanto ousada. Embora quem a desenhou nunca tenha morado em sítio, roça ou fazenda. Mas cresceu em uma pequena cidade do interior que se desenvolveu lentamente. Traz consigo recordações de um tempo em que pelas ruas ainda se andava a pé, a cavalo e bicicleta. Isto mesmo em meio ao progresso. Lembranças de uma infância em que se contavam os dias para ir passear na casa da tia-avó que morava na roça: um verdadeiro pedacinho do céu.
Mas, o interior não é mais ou menos sagrado que os grandes centros, pois este é o lugar em que você escolheu para viver. Passou por seu julgamento e acredita ser digno de merecer. Tenha sempre em mente as boas lembranças vivida, os fatos e acontecimentos, viva intensamente este espaço que compõe a sua história. A morada de Deus é o coração de cada pessoa, e se Ele habita em você, também se faz presente em sua casa. Todos os que aí moram ou visitam esta casa, sintam-se verdadeiros amigos, amem-se mutuamente e propaguem esse amor simples e humilde vivido e ensinado por Jesus. “Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”. Família, enquanto santuário da vida. Casa, templo santo do Senhor.
É diz a letra da música “Pedacinho do Céu – Taryn Szpilman” do filme “Nem que a Vaca Tussa - Disney”:
Pedacinho do Céu

Sei de um lugar
Bom como o quê
Em que um rio corre manso até onde se vê
Em cima de um monte
Melhor que um hotel
O meu lindo pedacinho do céu

Vem visitar, pra conhecer
Tudo é tão verde, tão bonito
Dá gosto de ver
Eu sei que você vai
Tirar o chapéu
Pro meu lindo pedacinho do céu

Dúzias de abelhas
Zumbindo tranquilas
Flores espalham perfume em redor
Mesmo o vento vai devagar
Pra nos acompanhar nesse grão de paraíso onde a vida é melhor

Posso jurar, este lugar
É especial, um outro igual não se pode achar
Além disso tudo
Não pago aluguel
No meu lindo pedacinho do céu

É tão agradável
Mais doce que mel
O meu lindo pedacinho do céu

Link: http://www.vagalume.com.br/taryn-szpilman/pedacinho-do-ceu.html#ixzz3jyaC4PC9

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