sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Sorria, você foi contagiado

Um alegre e grande sorriso, quando partilhado espontaneamente, contagia a todos que o recebem. Ele é sinônimo de paz e tranquilidade, de uma verdadeira alegria que irradia. A estes sorrisos, alguns nomes são usados para descreve-los: sorriso Colgate, sorriso amarelo, sorrisão, sorriso de orelha a orelha... todos são expressões diversas que contornam as linhas dos mais diversos rotos. Quem partilha um sorriso, está externando um sentimento que não cabe dentro de si, que transborda em seu coração, afim de que chegue aos olhos, enquanto porta da alma, esta força positiva há quem quer que esteja ao seu redor.
Mas existem sorrisos que são externados para disfarçar ou esconder uma tristeza profunda, aqueles que o propagam tem em mente o conceito de lágrimas como sinônimo de perda, fraqueza, impotência ou dor. Há sorrisos ainda que ultrapassam esses limites e adquirem características de um sorriso maldoso, sínico ou perverso. Estes se apresentam nas mais diversas gargalhadas, frias e malévolas. Mas estas podem ser combatidas com simples e pequenos atos de amor, principalmente aqueles que brotam de forma involuntária na discrição do coração.
Por expressar principalmente alegria, isto é o que realmente se espera de um sorriso, ele é uma verdadeira luz para à vida. É como um grande, doce e forte grito de um palhaço, que no centro do picadeiro, olha todas aquelas pessoas em sua volta e diz: alegria, alegria. Este é um estupendo grito de uma tristeza louca e serena que eleva o sorriso à prática de amar, um assalto de felicidades. Permite mostrar a furiosa alegria existente no amor para sentir a mágica provocada no sorriso.

Sorria! Sorria sempre, pois seus benefícios são os mais diversos. Evita o envelhecimento precoce, quando não expulsa, ele minimiza a tristeza, a dor ou qualquer outro sentimento ruim que insiste em se fazer presente em seu interior. Pense no quão maravilhoso é receber um sorriso seguido de um abraço. Agora imagina você sendo esta pessoa a partilhar, propagar e comungar deste pequeno/grande, simples e imensurável gesto de amor e carinho para com o outro. Como não pode ver o sorriso deste que escreve, imagina recebendo o sorriso do mesmo descritos nas várias formas utilizadas em redes sociais: “jejejejejeje”, “jajajajajaja”, “rsrsrsrsrsrsrs”, “kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk”, “hehehehehehehe”, “hahahahahahaha”, "hihihihihhihihihihi"! 

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Meu verdadeiro paraíso

Há quem tenha o privilégio de morar em um verdadeiro paraíso. Um pedacinho do céu na terra. Ou segundo o dicionário: um lugar aprazível. Mas onde seria esse lugar tão belo e excitante, senão, a própria casa? O lugar sagrado que te abriga do sol e da chuva, onde, em família, se toma as refeições diárias, onde ainda, te proporciona um repouso tranquilo. Para quem tem experiência em grandes centros, este paraíso pode ser limitado a um apartamento, um condomínio ou até mesmo uma casa. Da janela, uma infinitude de vistas: o jardim municipal, praça, aeroporto, estações, avenidas, praia, mar, calçadão, orla... Aos ouvidos os sons se misturam entre buzinas, aviões descendo e subindo, trens, músicas, etc! Aos olhos, as cores se misturam as formas, que se juntam as pessoas, que compõem aquele meio. Prédios, arranha céus, condomínios são sinônimos de muitas pessoas ocupando um mesmo espaço, mas que ao mesmo tempo, não se olham, não se falam, não se percebem.
Em contraponto aos grandes centros, há quem vive a experiência de paraíso no interior, seu limite vai além do pomar, perpassa vales e montanhas, rios e cachoeiras, bosques e pântanos. Com moradias variadas, casa suspensa, de tabuas ou pau-a-pique, simples ou bem arquitetadas alvenarias. Da janela, uma infinitude de vistas: jardins e hortas, as diversas criações soltas no pequeno ou grande terreiro, árvores, pedras, pontões, lavouras e plantações... Aos ouvidos os sons se harmonizam desde de o canto do galo, o mugido do boi, o relincho do cavalo, ou ainda aos mais diversos e variados cantos dos pássaros. Aos olhos, as cores se misturam as formas, que marcam detalhadamente as quatro estações do ano. Sítios, roças e fazendas são sinônimos de pequenos aglomerados de pessoas, famílias que aumentam, mas não se distanciam. Cai a tarde e todos em volta da fogueira toca um modão ao som da viola, contam causos e histórias, lendas e sufocos.
Imaginar uma casa no campo, cercada por vales e montanhas, a margem de um grande rio, pode ser considerada uma imagem tanto quanto ousada. Embora quem a desenhou nunca tenha morado em sítio, roça ou fazenda. Mas cresceu em uma pequena cidade do interior que se desenvolveu lentamente. Traz consigo recordações de um tempo em que pelas ruas ainda se andava a pé, a cavalo e bicicleta. Isto mesmo em meio ao progresso. Lembranças de uma infância em que se contavam os dias para ir passear na casa da tia-avó que morava na roça: um verdadeiro pedacinho do céu.
Mas, o interior não é mais ou menos sagrado que os grandes centros, pois este é o lugar em que você escolheu para viver. Passou por seu julgamento e acredita ser digno de merecer. Tenha sempre em mente as boas lembranças vivida, os fatos e acontecimentos, viva intensamente este espaço que compõe a sua história. A morada de Deus é o coração de cada pessoa, e se Ele habita em você, também se faz presente em sua casa. Todos os que aí moram ou visitam esta casa, sintam-se verdadeiros amigos, amem-se mutuamente e propaguem esse amor simples e humilde vivido e ensinado por Jesus. “Ohana quer dizer família. Família quer dizer nunca abandonar ou esquecer”. Família, enquanto santuário da vida. Casa, templo santo do Senhor.
É diz a letra da música “Pedacinho do Céu – Taryn Szpilman” do filme “Nem que a Vaca Tussa - Disney”:
Pedacinho do Céu

Sei de um lugar
Bom como o quê
Em que um rio corre manso até onde se vê
Em cima de um monte
Melhor que um hotel
O meu lindo pedacinho do céu

Vem visitar, pra conhecer
Tudo é tão verde, tão bonito
Dá gosto de ver
Eu sei que você vai
Tirar o chapéu
Pro meu lindo pedacinho do céu

Dúzias de abelhas
Zumbindo tranquilas
Flores espalham perfume em redor
Mesmo o vento vai devagar
Pra nos acompanhar nesse grão de paraíso onde a vida é melhor

Posso jurar, este lugar
É especial, um outro igual não se pode achar
Além disso tudo
Não pago aluguel
No meu lindo pedacinho do céu

É tão agradável
Mais doce que mel
O meu lindo pedacinho do céu

Link: http://www.vagalume.com.br/taryn-szpilman/pedacinho-do-ceu.html#ixzz3jyaC4PC9

terça-feira, 25 de agosto de 2015

A luz da noite

É noite de lua cheia, linda e exuberante, no auge de sua exposição. O céu sem nuvens, permite que as estrelas propaguem tamanho brilho de uma bela lua que à noite faz clarear. As trevas tentam, cercam, querem o domínio. Mas, porquê tornar sombrio uma noite clara que na imensidão das águas reflete o brilho da grande e solitária lua? É uma luta que inicia, uma briga de poder, e diante da luz que estende noite a dentro, derrota das trevas, que sem força, nesta luta, não aguenta.
Escuro é sinônimo de um pensamento vazio. Nele não há sonhos, desejos, lembranças... É como uma folha seca que se desprende e cai. Se cai ao chão, faz o caminho proposto pelo vento. Se cai na água, é conduzida pela correnteza, levada a lugar algum até apodrecer e findar seu ciclo. Mas, se mesmo diante do escuro, o pensamento seguir acompanhado de olhos atentos, eis aí reflexos imensos de uma imaginação próspera e fecunda.
Imaginação fértil é fruto de uma mente que trabalha. No suor dos pensamentos transforma e projeta. O feio torna belo e acalma o ser que vagueia lentamente pelas águas desta imensidão. Ao brilho das estrelas que cortinam o horizonte, ladeado de tão grande companhia, permite romper a solidão. É lua que ilumina e faz cintilar cada uma de suas plumas. Este ser é um cisne, reconhecido por sua branca plumagem e pescoço longo, que em silêncio deixa-se guiar a luz da lua. Se este faz parte um bando? Não, não é possível responder. A parti do que se ver, percebe que ele ousou se conhecer.

Aqui não é o fim desta história que descreve uma de tantas noites vividas ou ainda por viver de uma lua que se apresenta cheia, muito menos de um cisne que por ela deixa-se banhar. Para a lua existe um ciclo, como para o cisne, possibilidades. Experiências foram vividas, escolhas já foram feitas, segue o curso de um objetivo. Quem o vê, agora, em águas calmas não sabe os obstáculos que já enfrentou. A luz que o acompanha vez ou outra será ofuscada pelas trevas, mas se não perde o foco e determinação, diante das dificuldades, lembra de suas asas, alça voo e busca a ajuda que vem do alto. Do caminho não desvia mas supera, sempre com força, cada vez mais obstáculos.  

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O girassol


Poderia ser um girassol comum. Amarelo como todos os outros que compunham aquele campo de girassóis. As características eram praticamente as mesmas: haste firme e verde com folhas grossas e aveludadas. Em suas extremidades a exuberância da enorme flor amarela. Era como se todo aquele campo estivesse revestido com um mar de flores. Mas dentre elas uma flor se destacava, e ao aproximar-se dela, nota-se uma perfeita harmônica em suas pétalas. Entre maiores e menores, nenhuma se sobrepunha a outra, mas todas circundavam aquele imenso círculo. Aninhando-se aguardam as futuras sementes que surgirão em seu meio.
Ela torna-se diferente, pois firme e forte conseguiu vencer chuvas e ventos, secas e pragas sem que nenhuma de suas pétalas se desprendesse. Não teve medo em se curvar nos momentos de dores e angustias, mas no silêncio da noite saciava-se com a brisa leve, que como plumas, a tocava delicadamente afim de curar suas feridas. Carregado com o orvalho da manhã, cotejavam lágrimas de suas folhas esvaziando-se de si mesmo para que ao toque do primeiro raio de sol, expandisse um sorriso de bom dia, que percorria, desde o nascente até ao poente. 
Assim seguiu por muito tempo, até o dia em que o girassol foi pego de surpresa, e como que, dilacerado, mutilado, ele perde uma de suas pétalas. Não era a maior ou menor, não era a mais velha ou mais nova, muito menos aquela que possuía mais ou menos importância que as outras. Ela era simplesmente parte integrante de um todo harmônico que anoitece completo e amanhece vasado. Vazio este que abala principalmente as outras que estavam mais próximas. E neste dia, todo o campo silêncio, pois foi o dia em O Girassol chorou.
Agora resta ao abalado girassol viver a dor da perda consciente de que completará seu ciclo sem a pétala desprendida. Ter em mente sempre que, em meio ao desarranjo, ele não deixará de produzir sementes que formarão novos campos. Esta pétala caída ao chão jamais será menosprezada, pois não será impedida de tornar-se adubo que fortalece as que ficam. Tornando-se adubo, nada impede que ela seja parte integrante de uma nova configuração, de um novo girassol que nasce a cada ano. E neste ciclo, em meio a dores e alegrias, perdas e ganhos, lutas e vitórias, lagrimas e sorrisos, as sementes não deixarão de crescer. É vida que segue, mas não segue sozinha. Espera companhia daqueles que estão sempre dispostos a seguir. 
É como diz a letra :
A VERDADE PROVA QUE O TEMPO É O SENHOR
DOS DOIS DESTINOS, DOS DOIS DESTINOS
JÁ QUE PRA SER HOMEM TEM QUE TER
A GRANDEZA DE UM MENINO, DE UM MENINO
NO CORAÇÃO DE QUEM FAZ A GUERRA
NASCERÁ UMA FLOR AMARELA
COMO UM GIRASSOL
COMO UM GIRASSOL
COMO UM GIRASSOL AMARELO, AMARELO
(Girassol - Cidade Negra Compositor: Toni / Bino / Lazão / Gama /Pedro Luíz)
Link: http://www.vagalume.com.br/cidade-negra/girassol.html#ixzz3jPZaP53q
Jonathan Costa Rocha – 20/08/2015