segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Sobre a realidade

Retornar de uma viagem é sim voltar a realidade, mas uma realidade que não foi esquecida por todos estes dias em que se esteve distante. Mas se está afirmando o retorno a realidade, é porque algo vivido fulgiu do comum, pode ter sido um passeio afim de buscar distração, ou uma viagem para alguns reencontros, rever família, amigos, colegas, conhecidos... ou ainda uma viagem de cunho celebrativo junto a um grande número de pessoas que compartilham de uma mesma alegria e comunhão.
Longe da realidade (rotina) deste que escreve, mas mergulhado na realidade de uma parcela do povo santo de Deus, o coração se enche de alegria a cada encontro com pessoas que, direta ou indiretamente, foram fazendo parte de sua história. A cada abraço, tão firme e acolhedor, era nítido a felicidade no encontro de dois corações distantes dentro do espaço, mas próximos por meio da oração. Mas não pense que foi uma cena específica ou um episódio isolado, pelo contrário, a reação era a mesma para todos os que foram ou vieram ao encontro. Os olhos? Ah, os olhos brilhavam e ao mesmo tempo marejavam de lagrimas que purificava ainda mais a foto imagem de cada semelhante.
Esta quebra de rotina, ou fugir da realidade, tem motivos específicos, sobretudo de cunho celebrativo, foi a festa de um padroeiro, São Mateus, que intercede junto a Jesus por cada membro da diocese que do santo recebe o nome. É uma parcela do povo eleito que habitam o norte do estado do Espírito Santo junto a igreja particular da Diocese de São Mateus. A missa festiva presidida pelo metropolita da arquidiocese de Vitória, concelebrada por demais bispos, padres, seminaristas e religiosos além de um grande número de fiéis, aquece ainda mais o desejo de voltar a realidade e chegar firme ao objetivo primeiro, colocar-se a serviço e disponibilizar o fio de ouro, ou seja, todos dons para um bem comum.
De volta a realidade com o coração cheio de esperança, reabastecido do contato direto com o povo, pode-se cantar de coração sincero a “alegria da minha juventude” que não está perdida em caminhos tortuosos. Pode-se continuar firme a caminhada, subindo ao altar de Deus, afim de preparar cada dia mais e mais, pois o Senhor sabe onde levará àquele que Ele mesmo escolheu.
Alegria da Minha Juventude
Compositor: Paulo Eduardo
Subo ao altar de Deus que é a alegria da minha juventude
Subo silenciosamente
Com o coração alegre e cheio de temor
Pois sei onde o Senhor me levará

Onde estaria eu se não fosse o Seu amor, Senhor?
Como seria feliz se não fizesse o que
Me manda o meu Senhor?
Torna-me um consagrado por amor

Ouvi a Tua voz por isso estou aqui
Senti o Teu chamado então me decidi
E me lanço me entrego nos braços do Teu amor
Pois nesse amor quero permanecer

O Teu amor me queima sem me consumir
O Teu amor é um mar de águas impetuosas
E voltas e voltas, e voltas do Teu amor
Pois nesse amor quero permanecer

Faz-me sentir o Teu Amor
Faz-me sentir a Tua Presença
Quero ficar diante de Ti Senhor
Para Sempre...

Link: http://www.vagalume.com.br/toca-de-assis/alegria-da-minha-juventude.html#ixzz3mPu45Hoq

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Coragem! Não tenha medo.

Poderia ser um momento comum como qualquer outro, caso não fosse possível estabelecer uma classificação, que tornou este, diferente de qualquer momento vivido até então. Ele teve um sabor e uma sabedoria especial. Pois, estavam em jogo, naquele momento o fechamento de um ciclo, para assim dar inicio a outro. Mas o que ele não sabia é que no decorrer de sua vida, de sua caminhada, outros ciclos já foram fechados com maior ou menor intensidade, a ponto de não serem percebidos, simplesmente vivenciados. Ao se propor a uma caminhada, escolhas ou projetos de vida, etapas precisam ser vividas, isto de forma intensa, afim de que o momento presente, o "aqui e agora", sobressaia qualquer sofrimento por antecipação de um futuro incerto. Não que o objetivo deste processo deva ser deixado de lado, pelo contrário, ele deve estar sempre à frente como um verdadeiro ponto de partida. Dentro de cada etapa algumas coisas precisam ser deixadas para trás, despidas e outras precisam ser assumidas. É um verdadeiro “tirar as sandálias, pois está pisando em solo sagrado" e um "sacrifício de Isaac feito por seu Pai Abraão como prova e obediência ao amor de Deus". Dizer que estes momentos não causam dor é o mesmo que afirmar uma grande ilusão. Pois quem ver uma árvore frondosa e exuberante, acredita-se que tenha a consciência de que ela passou por algumas podas e a cada corte, lágrimas de seiva foram derramadas. Tantas a ponto de tornar-se fonte até cicatrizarem todas as feridas deixada por cada c
orte. Se hoje ele se apresenta com um belo sorriso estampado em seu rosto, esbanjando confiança, acredita-se que seja fruto de muitas lágrimas, renúncias, sacrifícios e muita determinação. É preciso seguir em frente, continuar firme na caminhada sem medo do que o espera e muito menos tristeza do que deixou. Seja como este rio, do poema abaixo, que percorre uma imensidão para se fazer um com o mar. "O Rio e o Oceano Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado, é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se Oceano! (Autor desconhecido)" Jonathan Costa Rocha