quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Coragem! Não tenha medo.

Poderia ser um momento comum como qualquer outro, caso não fosse possível estabelecer uma classificação, que tornou este, diferente de qualquer momento vivido até então. Ele teve um sabor e uma sabedoria especial. Pois, estavam em jogo, naquele momento o fechamento de um ciclo, para assim dar inicio a outro. Mas o que ele não sabia é que no decorrer de sua vida, de sua caminhada, outros ciclos já foram fechados com maior ou menor intensidade, a ponto de não serem percebidos, simplesmente vivenciados. Ao se propor a uma caminhada, escolhas ou projetos de vida, etapas precisam ser vividas, isto de forma intensa, afim de que o momento presente, o "aqui e agora", sobressaia qualquer sofrimento por antecipação de um futuro incerto. Não que o objetivo deste processo deva ser deixado de lado, pelo contrário, ele deve estar sempre à frente como um verdadeiro ponto de partida. Dentro de cada etapa algumas coisas precisam ser deixadas para trás, despidas e outras precisam ser assumidas. É um verdadeiro “tirar as sandálias, pois está pisando em solo sagrado" e um "sacrifício de Isaac feito por seu Pai Abraão como prova e obediência ao amor de Deus". Dizer que estes momentos não causam dor é o mesmo que afirmar uma grande ilusão. Pois quem ver uma árvore frondosa e exuberante, acredita-se que tenha a consciência de que ela passou por algumas podas e a cada corte, lágrimas de seiva foram derramadas. Tantas a ponto de tornar-se fonte até cicatrizarem todas as feridas deixada por cada c
orte. Se hoje ele se apresenta com um belo sorriso estampado em seu rosto, esbanjando confiança, acredita-se que seja fruto de muitas lágrimas, renúncias, sacrifícios e muita determinação. É preciso seguir em frente, continuar firme na caminhada sem medo do que o espera e muito menos tristeza do que deixou. Seja como este rio, do poema abaixo, que percorre uma imensidão para se fazer um com o mar. "O Rio e o Oceano Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo. Olha para trás, para toda a jornada, os cumes, as montanhas, o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre. Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar. Ninguém pode voltar. Voltar é impossível na existência. Você pode apenas ir em frente. O rio precisa se arriscar e entrar no oceano. E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece. Porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano. Por um lado, é desaparecimento e por outro lado é renascimento. Assim somos nós. Só podemos ir em frente e arriscar. Coragem! Avance firme e torne-se Oceano! (Autor desconhecido)" Jonathan Costa Rocha

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